Coco cearense é destaque mundial

O Ceará é conhecido nacionalmente como Terra do Sol. E isso não é por acaso. Belas praias e muito sol são elementos naturais para o local sustentar essa alcunha. Quem visita o Estado e frequenta as praias também consome um produto que está em franco crescimento e tem tudo a ver com sol e praia: o coco.

O segmento tem crescimento no Estado e a tendência é que continue em expansão. “A tendência é expandir em função de ser um produto natural, já que nos últimos anos as pessoas têm procurado usar produtos mais naturais”, destaca o presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Ricardo Coimbra.

Dados do Sindcoco mostram que as importações de água de coco concentrada cresceram 35,75% no Brasil, de janeiro a outubro de 2019. O volume atingiu mais de 2,2 milhões de quilos e movimentou cerca de US $6,9 milhões de dólares.

Além disso, segundo o Banco do Nordeste, o Brasil é o quinto maior produtor mundial de coco, com a participação de 4,5% da produção total. No mercado global, o fruto do coqueiro é destinado, especialmente, à produção de copra, tendo como principais derivados, óleo de coco (62,0%) e farinha de coco (33,1%). O Nordeste continua o maior produtor, com 81,3% da área e 71,2% da produção nacional.

Segundo dados do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), os benefícios nutricionais oferecidos pela água de coco podem ser um fator de sucesso no mercado. De acordo com levantamento da entidade, a América Latina tem cinco dos 20 maiores produtores de coco (Brasil, México, República Dominicana, Jamaica e Venezuela) do mundo, sendo que Brasil e o México permaneceram na vanguarda do uso da água de coco envazada, visto que os consumidores a viam como uma alternativa eficiente e mais saudável aos refrigerantes convencionais. Além disso, os recursos naturais são favoráveis para o cultivo. Dentro do país, o Ceará é destaque na produção do fruto. Ele é o segundo maior produtor, perdendo apenas para o estado da Bahia. E vem crescendo em números. Ainda de acordo com o estudo do Etene em 2018 foram colhidos 254 milhões de coco. Já em 2020 esse número passou para 322 milhões. O rendimento de fruto por hectare, que estava em 2018 em 6.631, dois anos depois chegou a marca dos 8.115.

CEARÁ

No Ceará, duas regiões estão focadas na produção de coco: Icapuí e Paraipaba. Em Icapuí, existe produção de polpa de coco para confecção de leite de coco. Já Paraipaba é sede da Dikoko, uma das maiores produtoras de coco do Brasil.

“Aqui, aproveitamos o coco de diversas formas. Usamos o óleo de coco, leite de coco, açúcar de coco, farinha de coco, coco ralado, coco in natura, água de coco. A demanda nacional e internacional está em constante ascensão” destaca Raimundo Dias de Almeida , proprietário da Dikoko.

Ricardo Coimbra reforça essa afirmação. Ele diz que muitas indústrias cearenses têm trabalhado inclusive com embalagens específicas para comercialização no mercado local e para consumo nacional e exportação, como também é o caso da Dikoko. “É uma expectativa interessante de comercialização desse produto ao longo dos próximos anos e o fortalecimento e crescimento da região onde se tem esse tipo de produção”, analisa Coimbra.

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